Enxaqueca pode estar relacionada a dores na coluna
Duas em cada dez mulheres são acometidas pela enxaqueca, número esse que cai para a metade, quando se trata da população masculina, garante segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Segundo o Ministério da Saúde a enxaqueca acomete principalmente p...
Duas em cada dez mulheres são acometidas pela enxaqueca, número esse que cai para a metade, quando se trata da população masculina, garante segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Segundo o Ministério da Saúde a enxaqueca acomete principalmente pessoas entre 25 e 45 anos, e também aparece de 3 a 10% das crianças, igualmente meninos e meninas antes da puberdade, mas com predominância nas meninas após essa fase.
Muitas vezes, é tratada como uma simples dor de cabeça, o que é um erro
Segundo explica o Reumatologista Sergio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, é preciso identificar os fatores que deflagram uma crise de enxaqueca e, assim evita-los. Entre os quais, ele aponta tipos de alimentos, bebidas, jejum e falta ou excesso de sono.
– A enxaqueca é um tipo de cefaleia que apresenta uma dor pulsátil em um dos lados da cabeça, e as vezes em ambos os lados. Pode ser acompanhada, geralmente, por fotofobia, fonofobia, náusea e vômito. Pode durar, normalmente, entre quatro e 72 horas, sendo mais curtas em crianças. Muitas vezes, é tratada como uma simples dor de cabeça, o que é um erro. A doença precisa de um tratamento adequado – explica o médico do CREB.
O Dr. Sergio lembra que é preciso investigar o motivo da enxaqueca e que muitas vezes pode ser um problema relacionado à dor na coluna:
– Uma má postura, por exemplo, traz inúmeros malefícios à coluna vertebral, inclusive a possibilidade de dores de cabeça constantes. A dor de cabeça pode estar relacionada às dores da coluna e, por isso, é sempre muito importante fazer uma avaliação com um especialista – finaliza.
Lombalgia é a doença que mais produz afastamentos do trabalho
Quem de nós já não sentiu alguma dor nas costas? Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 85% da população mundial teve, tem ou terá algum tipo de dor nas costas. A lombalgia é a principal causa de afastamento do trabalhador de seu emprego, atin...
Quem de nós já não sentiu alguma dor nas costas? Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 85% da população mundial teve, tem ou terá algum tipo de dor nas costas. A lombalgia é a principal causa de afastamento do trabalhador de seu emprego, atingindo mais de 100 mil pessoas, por ano, no Brasil.
“Não é nada incomum sentirmos algum tipo de dor nas costas. Mas na maior parte das vezes, a pessoa acredita que é um problema passageiro, fruto de uma noite mal dormida ou um movimento mal feito, toma um analgésico e acha que está tudo bem. Isso é um erro. Um médico especialista deve ser consultado, porque essa dor pode indicar um problema maior. Pode ser uma inflamação, uma infecção, hérnia de disco, alguma doença abdominal ou pulmonar ou mesmo uma artrose. Quanto mais cedo tratarmos, melhor resultado alcançaremos”, garante o Dr. Haim Maleh, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
As dores nas costas perdem apenas para dores de cabeça
As dores nas costas perdem apenas para dores de cabeça. Os sintomas da lombalgia são dores ou sensação de peso, de queimação na região lombar, ou próximo das nádegas, podendo irradiar para as pernas.
Segundo o Dr. Haim, a lombalgia agora é mais comuns em jovens, aparecendo, geralmente, após um esforço físico exagerado. A lombalgia crônica, por sua vez, é mais longa e mais comum entre pessoas com mais idade. Para cada caso há um tratamento específico, que pode incluir hidroterapia, RPG e Pilates, além de acupuntura para alívio da dor. “As dores podem ser persistentes e atrapalhar o dia a dia do paciente. Mas há tratamento, que devolve a qualidade de vida perdida”, afirma ele.
Text Neck, um fenômeno mundial que pode ser evitado
Text Neck, um fenômeno mundial que pode ser evitado
Quantas horas por dia você acessa o seu smarthpone? Estudos indicam que em média gastamos entre duas e quatro horas curvados diante do aparelho, tempo esse bem maior quando se tratam de adolescentes. O problema maior é que ao utilizar o smartphone, o pescoço é inclinado para frente e para baixo, causando maior peso sobre a coluna cervical. Trata-se do batizado text neck – “pescoço de texto” – que pode levar a um desgaste e lesões no início da coluna vertebral, com a aceleração do processo degenerativo, com importantes consequências.
E os consultórios médicos estão cheios de pessoas, de todas as idades e ambos os sexos, com dores na coluna por conta do uso excessivo do celular. Trata-se de um fenômeno moderno mundial.
- Com esta tensão excessiva no pescoço, podemos ver cada vez mais pessoas precisando de cuidados com a coluna vertebral. Por causa do uso excessivo de smartphones e mensagens de texto, as pessoas estão olhando para seus dispositivos móveis por períodos mais longos de tempo. Se curvam, riam vícios de postura, e com o tempo tal movimento faz com que a cabeça se incline para a frente, aumentando o peso e a carga sobre as articulações do pescoço. Se essa determinada postura continua, ela pode até mesmo causar inversão da curvatura natural no pescoço – alerta o reumatologista Sérgio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e ortopedia Botafogo.
Mas como evitar o text neck? A prevenção é fundamental! O primeiro passo, com certeza, é buscar manter a coluna vertebral e sua postura adequadamente alinhadas e saudáveis.
- Quando você for ler uma mensagem no seu smartphone, evite dobrar o pescoço. Desça os olhos para baixo ao olhar o dispositivo. Não é difícil. Mantenha o seu telefone celular no nível dos olhos sempre que possível. Faça pausas frequentes e estipule horários sem consultá-lo. Nunca é demais lembrar que o aparelho emite sinais sonoros quando chegam mensagens, então a gente não precisa ficar consultando-o toda hora. Outra dica fácil de realizar é fazer exercícios de alongamento com o pescoço – orienta o médico do CREB.
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